Resenha do passeio às dunas do rosado

 Nobres Amigos, bom dia!

    O passeio às Dunas do Rosado mais uma vez se caracterizou pela descontração, competência e união. O grupo saiu pontualmente no horário predeterminado, ou seja, às 09:00h, do posto do Jeep Clube localizado na Av. Salgado Filho, vizinho ao Habibs, e acessaram a beira mar em Barra de Maxaranguape, de onde seguiram com muita tranquilidade apreciando às belas paisagens do litoral norte das terras potiguares. Obstante a programação do anfitrião Jório que resolveu sair na quinta-feira levando consigo um casal amigo de Eudo Laranjeira, Sr. Rui Pimenta, com o intuito de mostrar o litoral norte por completo. Ocorre que, ainda aqui em Pitangui, Jório se equivocou na trilha e desceu uma duna muito alta e só conseguiram sair do buraco quando anoiteceu. O nobre visitante levou tanto sol na cabeça que passaram a chamar Rui Pimenta de ?Sr. Malagueta?.
    Ainda no deslocamento pela praia, China chamava atenção de Mônica para ela parar de roncar. Mônica, com seu jeito meigo e doce, dizia:
    -Roberto, eu não estou dormindo!
    Mais adiante o roncado aumentou e mais uma vez China interpelou sua amada:
    -Mônica, para de roncar pelo amor de Deus!
    Mônica então, com voz altiva e firme, respondeu:
    -Roberto, quem está roncando é o seu jipe. No mínimo você não colocou óleo no diferencial traseiro.
    Na orla Porto do Mangue, uma aula interessante de como se deve passar por alguns trechos daquela região foi dada por Luzardo, a qual consiste em passar devagar para não atolar, obstante ao que a maioria está acostumada. Isto foi descoberto a pouco tempo por Flávio Bulhões quando se tornou o último carro a transpor o trecho, uma vez que todos estavam atolados até os dentes porque tentaram passar com muita velocidade. Flávio então, com muita sagacidade levou o carro com pneus originais manhosamente até o outro lado e resgatou a todos.

    À noite, na pousada Beiral, de Dona Neinha, os fora de estrada se deleitaram com um saboroso jantar; e logo após, Marcos Peugeot estendeu o brilho e animação do grupo com seu violão. Porém, a forte preocupação e tensão de China em acordar cedo para enfrentar às Dunas, não permitiu que o show se ampliasse. Entretanto, quando da chegada do grupo uma "bichinha" que trabalha na pousada ouviu pelos corredores alguém chamar por Dr. Silicone. Era Dr. Silicone pra lá, pra cá e a bichinha toda animada tal qual uma gazela, com a voz entoada dizia:
    -Ai, meu Deus! Que loucura!! Um Dr. Silicone justamente aqui neste fim de mundo. Uuuiiiiee. É desta vez que me transformo todinha, meu bem.
    A proprietária da pousada aconselhava dizendo:
    -"Mulher" vai te aquietar! Esse Dr. Silicone é um jipeiro e não tem nada a ver com aquele Dr. Hollywood.
    Amigos, quando a bichinha viu o Dr. Silicone, logo resmungou:
    -Oh, mai god! Se o silicone que ele usa for o mesmo da barriquinha dele estou no céu. Agora vou ter peitinhos e uma bundinha maior!
    Então, meio que sem jeito, a bichinha tratou logo de conhecer o Dr. Silicone e contratar seus trabalhos. Mas, quando Falconi disse que o silicone que ele usava só fazia tapar e se ?ela? assim desejasse, poderia fazer-lhe uma aplicação, ?ela? imediatamente retrucou:
    -Jamé! Aqui não se tapa nada!!
    Ainda na sexta-feira, lá pelas 21 ou 22 horas, por ideia do querido "Papai Smorf" os organizadores prepararam um show pirotécnico com fogos de artificio. Neste horário, foram à praia Luiz George e Luzardo e atearam fogo no pavio mestre e saíram em disparada. Amigos, deu-se início ao festival de estouros: KATABUM, tratatatatatratratatrat, KATABUM, TUMMM, TUMMM. O que eles não sabiam é de uma lenda, quase igual a do fogo do batatão, que a cidade um dia será invadida por navios piratas. Aí não deu outra, toda a comunidade ficou em pânico quando escutou os pipocos achando que eram tiros de canhão. Era gente correndo em todas as direções, menino correndo pra debaixo da cama, cachorro latindo, o telefone da polícia não parava de tocar, a marinha foi acionada. A bichina, decepcionada com
    Dr. Silicone, e muito assustada logo tratou de ser amiga de Wiliam de Almeida, o nosso Pirata, dizendo:
    -Cruzes, você é um pirata bonzinho?
    Então Pirata respondeu:
    -Como assim, minha "senhora"?
    A bichina, com expressão de conquista, declarou:
    -Seu pirata, estou no apartamento dos fundos, viu!
    Muito tempo depois, a polícia chegou toda municiada, inclusive com metralhadoras, e constatou que se tratava de fogos de artifício e foi tranquilizar a população.
    No sábado, o comboio saiu pontualmente às 9 hs com destino à trilha para às dunas que fica próximo à cidade de Porto do Mangue. Entretanto, logo de inicio a imponência do percurso se mostrou também ser impiedoso atolando muitos carros. A areia bastante solta logo deixou claro que ali era briga para cachorro grande.
    Majestosas, Augustas, esplêndidas, amazônicas e assustadoras são apenas alguns dos adjetivos que se aproximam de tanta beleza que se encontra nas Dunas do Rosado. Para aqueles que praticam o esporte off road não tem privilégio melhor que transpor os 17 quilômetros de suntuosos paredões de areia desafiando a técnica, a perícia e a emoção de cada um. Muitos foram engolidos pela areia solta e talcosa.
    Em Ceará Mirim, copiou-se pelas antenas instaladas em Batista o drama de Magaiver quando o Troller daquele quebrou a embreagem logo no início. Dizem as más línguas, mais precisamente a de Lenilson, que Magaiver quebrou de proposito só para Batista vender o carro mais barato a ele. Eudo Laranjeira e Massud queriam abrir um túnel numa duna. Laranjeira deu com tanta força no pé de uma delas que até a ventoinha quebrou. Luzardo e Flávio não paravam de gritar exclamando que:
    - Rapaz, agente tem autorização do IDEMA apenas para passar e não abrir túnel nas Dunas do Rosado! Por sorte, Júnior Maia havia levado algumas peças de reposição e ajudado por Pescoço de Jaboti logo substituíram a peça danificada. Ainda copiando pelas antenas de Batista o que se passava nas dunas, registrou-se a preocupação dos organizadores com o olhar espantado de China. Lenilson, em cima da bucha, logo exclamou que se caísse alguma areiazinha em algum dos olhos dele, decerto a duna desaparecia e todos iriam responder por crime de dano ao meio ambiente. Pelo rádio em Ceará Mirim a todo instante se copiava muitos aconselhando China a fechar os olhos. Foi então quando botaram um óculos de mergulho nele. Mas não deu outra. Quando estavam próximo de finalizar todo o trecho o grupo deu de cara com a polícia ambiental. Amigos, foi um alvoroço tão grande! Era neguinho fugindo para todos os lados. Teve um sujeito de Mossoró que estava num quadricilho teve tanto medo da policia que se embrenhou por uma vegetação adentro que só vieram achar o maracatu horas depois. Uns empreenderam fuga dizendo:
    - Eu bem que avisei que aquele cara dos olhos arregalados ia lascar agente! Contudo, a policia estava lá apenas para receber os jipeiros e certificar que todos haviam saído, haja vista a mesma ter sido informada pelo Diretor do IDEMA quanto à autorização expedida a favor do Jeep Clube RN.
    Passado o grande susto nas dunas, lá em Ceará Mirim houve um maior. Batista dormia tranquilamente com sua bela e amada Cleide quando de repente ecoou um grito de terror misturado com dor. As antenas dele copiaram um berro tão forte e alto quanto um trovão. Foi quando Jorge Massud preparava com muito carinho um sanduiche de carne e quando se virou para falar com Marley alguém, talvez Lenilson, adicionou sem mingua certa quantidade de pimenta malagueta. Assim que Jorge deu a primeira mordida e depois da terceira mastigada, esbravejou soltando fogo e fumaça pela boca, dizendo:
    -Aiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii. FILHO DE UMA PUTA!!!!!
    O grito foi tão forte que até Batista, que dormia feito um anjo, se tremeu todo na cama. Dona Cleide, atordoada, quando viu o marido com a perna esticada pra cima,
    indagou:
    -O que foi Batista? Levou um choque?
    -Não, Cleide! Foi a morróida!
    -E desde quando você tem hemorroida, homem?
    -Foi a morróida de Massud que acabou de se lascar.
    No domingo o retorno ficou a critério de cada um. Muitos preferiram voltar pela praia, mesmo sem embreagem, enquanto que outros optaram retornar pelo asfalto e mesmo assim o alternador do carro de Pirata travou e tiveram que romper a correia para seguirem viajem.
    Bom, Amigos, assim termina a resenha das Dunas do Rosado. Até a próxima. Fiquem com Deus e uma semana repleta de ótimas conquistas.
    Abs.
    Carlos Janela.

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