Resenha da Trilha da Raluazinha

Senhor meu Deus, antes de tudo, agradeço-Te pela proteção. Dai-me, Senhor, o dom da palavra para que eu possa descrever na forma justa e correta o imenso brilho da “Trilha da Raluazinha”. Senhor, ainda com vossa graça, imploro-Te que conceda vida longa a todos do Jeep Clube do RN.

    Ilustres amigos, nesta terça-feira, realizou-se a “Trilha de Raluazinha” como sendo uma prévia do haloween que em breve faremos. Com mais de 20 carros, o comboio seguiu em fila indiana até a igreja de Pium, onde se realizou uma parada para diminuir a pressão dos pneus. Marcos Peugeot puxou o comboio em direção à duna da Baleia passando pela subida do tomate, trilha da macumba e neste exato momento ocorreu algo inusitado. Enquanto alguns ainda tentavam desbravar a subida do tomate, outros seguiram um pouco mais adiante e Marcos parou para que o comboio se “reconectasse” novamente. Então ele anunciou pelo rádio que ali era a trilha da macumba, mas que ninguém se preocupasse porque isso não existia. Pois bem, queridos amigos, olhem o que aconteceu: Como de praxe, quando se realiza uma parada dessa natureza, muitos descem dos carros e ficam conversando. Então desceram Marcos, China, Jorge Massud e Edivar e ficaram conversando próximos a traseira do Troller do DJ. Janela, que era o sexto da fila, optou por ficar dentro do carro monitorando o resto do comboio pelo rádio. De repente, no breu da trilha, escuta-se um pipoco. Pou!. O silêncio foi rompido por um grito aterrorizante de Jorge Massud que assim afirmava:

    - Ai, Jessus, é bala! É bala! Fui atingido!!

    Então ele jogou-se ao chão e deu início a sua fuga rastejando igual a um combatente de guerra em sentido ao carro de Janela. No mesmo momento a Silvia modulou dizendo:

    - Janela, o vidro traseiro do nosso carro acabou de quebrar!!

    Janela, então, descobriu a razão do pipoco. Todo vidro temperado quando se quebra faz um estouro assustador. Assim, enquanto Janela tentava modular com a Silvia, ele vê algo de amarelo se arrastando pelo chão passando pela lateral da sua camionete. Giovanna, a caçula de Janela e Sueli, assustada, disse:

    - Painho, tem um jacaré do papo amarelo aqui do lado do carro!

    Janela então replicou:

    - Que conversa é essa Giovanna?!

    - É painho! E ele tá de óculos!

    - Isso é Jorge Massud, minha filha! Olhe a camisa amarela dele! Disse Janela.

    Foi quando China gritou:

    -Pode voltar Jorge, foi apenas o vidro do carro que quebrou.

    Jorge com um sorriso meio amarelado disse:

    -Ah, ainda bem que foi um pedaço de vidro que bateu na minha orelha. Jurava que tinha sido uma bala.

    Recuperados do susto, principalmente Jorge e Giovanna, o comboio seguiu tranquilamente à duna da Baleia, onde foi montada uma verdadeira estrutura para os comes e bebes, surpreendendo a muitos pela organização e improviso. A iluminação de toda a área ficou conta do nosso estimado Magaiver, bem como o preparo de um peixe surubim ao molho de queijo ralado. Uma churrasqueira à carvão e dois fogões quase não deram conta dos 170 espetinhos que China e Janela levaram para servir a mais de 45 pessoas. Lenilson, como sempre, não deixou de fazer suas comparações. Ele disse que o acampamento estava igual a festa do boi com aquelas churrasqueiras no pé do muro e a mulherada sentada esperando assistir ao show da mulher monga. Aquela que vira gorila.

    Mas, enquanto assava a carne, alguns causos foram lembrados do passeio ao Monte das Gameleiras realizado recentemente. Enquanto o grupo se confraternizava na noite de sábado, nossa simpática Marley resolveu ir até ao banheiro do quarto do hotel, e lá foi surpreendida por uma perereca que se encontrava no vaso sanitário. Como toda mulher, Marley lançou seu grito de socorro ao marido, exclamando:

    - Chega Jorge, tem uma perereca no quarto!!!!

    Jorge sobrepôs a perna direita na esquerda, e prontamente respondeu:

    - Chama um homem, meu bem!!

    Amigos, não prestou não! Foi uma gargalhada só.

    No dia seguinte, o ilustre amigo Eudo pediu alguns ovos e o garçom equivocadamente os relacionou na conta do quarto de Jorge Massud. Quando o gerente do estabelecimento percebeu o erro e achando que ele havia alugado dois quartos se dirigiu a Jorge e disse:

    - Senhor, é para tirar os ovos do seu amigo Eudo dos seus quartos?

    Mais uma vez amigos não prestou não. Foi gargalhada para todos os lados, inclusive até ontem na trilha da Raluazinha. Até os anjos choraram de tanto rir. E muitos pensaram que era chuva.

    Em fim, pessoal, mais uma vez o Jeep Clube proporciona a união e alegria de todos. Batista (Boca), Falconi, Moreira, Aldemar, Márcio (Alô Você), Marcos (Peugeot), Roberto (China), Cândido (Cotonete), Luiz George (Papai Smorfe), Edivar (DJ), Celso (Suricato), Carlos (Janela), Daniel (Pé de Chumbo), Lenilson, Almeida (Pirata), Magnaldo (Magaiver), Jansem (Zé do Bigode) e Jorge Massud protagonizaram mais um espetáculo de como deve ser a convivência entre os homens. Não vou dizer como é o espetáculo porque aquele que quiser descobrir, que venha conosco. Só posso adiantar uma coisa: os elogios não param.

    Por enquanto é só, pessoal!

    Abraços mil,

    Janela.