Resenha La Concha

Meus amigos, bom dia!!!

    No feriado da última sexta-feira ocorreu (como de costume), mais uma trilha ladeada pela alegria. É incrível como a harmonia e o prazer da companhia de todos se destacam corriqueiramente. Deve-se registrar o agradecimento ao amigo Batista, o querido “Boca”, pelo empréstimo do seu jeep a Janela. Fazendo questão de vir da cidade de Ceara Mirim para estar em meio a todos.

    Como é de conhecimento da maioria, o jeep do Falconi, Dr. Silicone, vem passando por momentos de dificuldade no sistema de ignição e vários mecânicos já tentaram resolver o enigma do estouro, todavia sem sucesso. Pois bem, o Janela resolveu também tentar resolver o problema acionando o seu mecânico Ivanaldo. E no caminho à casa deste, lá no Bairro Nordeste, o jeep “La Concha” parou bem na entrada daquele bairro e defronte a uma casa com o cano de escape tipo “naja” de frente para a porta de uma das casas. Então,

        Dr. Silicone iniciou uma rápida sucessão de partidas no intuito de funcionar novamente o motor. La Concha fazia:
        -Ion, ion, ion, ion, ion, ion, ion, ion, ion, ion;
        -Ion, ion, ion, ion, ion, ion, ion, ion, ion, ion;
        -Ion, ion, ion, ion, ion, ion, ion, ion, ion, ion, Katabummmm!

    Amigos, foi um estouro como nunca visto, ou melhor, ouvido, seguido de um grito longo que parecia ser de dor associado com um gemido de decepção, talvez do próprio morador daquela casa. Mais ou menos assim:
        -Aaaaaaaaaaaaaaaaaiiiiiiii. (Sujeito desconhecido)

    O pior que em seguida La Concha volta a funcionar como se nada tivesse ocorrido. Em seguida bateram em retirada à casa do mecânico lá no Parque dos Coqueiros. Ivanaldo mora com a esposa D. Cristina, duas mocinhas e uma cadelinha pitbul de estimação numa casa que na parte térrea fica a oficina e no andar superior a residência. Então estacionaram La Concha próximo a uma parede. Após descrever o que estava ocorrendo com La Concha, Dr. Silicone e Janela vieram embora cuidar dos afazeres pessoais. Ivanaldo então deu início aos trabalhos, mas antes resolveu ligar La Concha. Pra quê?! Não deu outra.

    La Concha fez:
        -Ion, ion, ion, ion, ion, ion, ion, ion, ion, ion;
        -Ion, ion, ion, ion, ion, ion, ion, ion, ion, ion, Katabummmm!

    Amigos, o estouro foi ainda maior em razão do ambiente fechado. D. Cristina, que preparava o almoço se jogou ao chão juntamente com duas panelas achando que Bin Laden estava vivo. A cadelinha, que estava muito bem deitada na sala, correu grunhindo pra debaixo da cama. A televisão que estava ligada ficou fora do ar. As meninas começaram a chorar e o pobre do Ivanaldo nem se fala. Com as mãos nas orelhas saiu tropeçando nas latas de óleo caindo por cima das ferramentas. Um grupo de religiosos que passava na calçada saiu em disparada pra todo os lados porque alguém disse:
        -É bala!

    Enquanto que outro gritou:
        --Aaaaaaaaaaaaaaaaaiiiiiiii. Caguei-me de novo!

    Assim, nobres amigos, sei que vocês estão rindo, mas vamos ficar torcendo para que La Concha se recupere o mais rápido antes que alguém morra.

    Uma semana repleta de realizações a todos, inclusive a La Concha.

    Abs.

    Janela.

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